O que é tecnólogo? Conceito, curso que faz e outros

Neste artigo você irá aprender o que é tecnólogo, o que é um “curso tecnólogo”, qual o projeto de lei que regulamenta o tecnólogo, a história do tecnólogo e outros.

O que é tecnólogo? Conceito, curso que faz e outros

O que é tecnólogo?

Já inicio o artigo respondendo:

Tecnólogo é o profissional que se caracteriza pela formação especializada, com estudos específicos, profundos, focados e direcionados à área de atuação profissional, com competências gerais e específicas, permitindo ao graduado, a carreira profissional nos setores produtivo ou acadêmico e o avanço na sua formação, com a especialização, o mestrado e o doutorado.

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Tecnologia

“A Tecnologia é o conjunto de princípios e processos de ação e produção, instrumentos que decorrem da aplicação do conhecimento científico, de diversos saberes e da experiência acumulada dos homens. Cumpre importante papel na reprodução da vida humana e na resolução dos problemas que afetam a existência natural e social”

(Profª Lucília Machado – O Profissional Tecnólogo e sua Formação – Revista da Rede de Estudos do Trabalho – Ano II – Nº 3-2008)

Evolução Histórica da Educação Tecnológica no Brasil

Os Cursos Superiores de Tecnologia surgiram em nosso país na década de 60, como resposta da sociedade às transformações socioeconômicas que envolviam os setores produtivos, a partir da implantação da reforma do ensino industrial. A Lei 5.540/68, que disciplinou a educação superior brasileira, em seus artigos 18 e 23, reforçou a possibilidade de criação de Cursos Superiores de Tecnologia, com o objetivo de atender às peculiaridades do mercado de trabalho regional, autorizando, segundo a área abrangida, que os cursos apresentassem modalidades e duração diferentes, a fim de responder às demandas e características do mundo do trabalho.

As primeiras experiências da educação tecnológica (cursos de formação de tecnólogos) conviveram com os Cursos de Engenharia de Operações até 1977, quando estes foram extintos. Apesar do sucesso alcançado pelas primeiras turmas de formação de tecnólogos, a resistência dos meios acadêmicos acabou por inibir a expansão desses cursos, sob a alegação de que seria necessária uma ampla pesquisa de mercado para comprovar a necessidade daqueles profissionais.

No início da década de 1980, com a nova denominação de “Cursos Superiores de Tecnologia (CST)”, estabelecida pela Resolução CFE nº12, de 30 de dezembro de 1980, essa importante modalidade de educação superior foi reforçada para atender às mudanças requeridas pelo mundo do trabalho. Novas formas de organização e gestão exigiam profissionais com domínio científico e prática tecnológica, em suas respectivas áreas de atuação. É nessa época que surgem as primeiras entidades representativas dos profissionais tecnólogos no país, em decorrência das restrições impostas ao exercício profissional compatível com a formação adquirida na graduação tecnológica.

Em que pese a notória resistência dos meios acadêmicos universitários, sobretudo das universidades federais, a exemplo de outras entidades privadas, os primeiros cursos tecnológicos surgiram de forma espalhada pelo país. Ainda na década de 1960, o estado de São Paulo criou alguns cursos tecnológicos no Centro Paula Souza. Algumas iniciativas surgiram também no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI, como é o caso do Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil, no Rio de Janeiro, que surgiu no ano de 1973. Neste mesmo período algumas universidades federais ofertaram cursos tecnológicos como, por exemplo, a Universidade Federal de Mato Grosso. Na década de 1970 o governo federal deu início à formação de tecnólogos na Rede Federal de Educação Profissional. Nessa Rede, o caso mais clássico foi a criação do Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná.

No final do século passado, o governo federal reiniciou o processo de transformação das então Escolas Técnicas Federais em Centros Federais de Educação Tecnológica, impulsionando grandemente a oferta de graduações tecnológica no país. Houve um salto na oferta de cursos superiores de tecnologia, com expressiva participação das Instituições de Ensino Superior – IES privadas, atingindo em 2002 mais de 800 Cursos Superiores de Tecnologia, com aproxima damente 150 mil alunos. O número de cursos e de alunos não parou mais de crescer, saltando em 2003 para 1.050 cursos e 220 mil alunos.

No ano de 2004 foi criada a Associação Nacional dos Tecnólogos – ANT, durante o I Encontro Nacional dos Tecnólogos da Engenharia realizado em São Paulo, com a participação do Sindicato dos Tecnólogos de São Paulo, Sindicato dos Tecnólogos do Mato Grosso do Sul, Sindicato dos Tecnólogos do Rio de Janeiro, Sindicato dos Tecnólogos do Acre, Sindicato dos Tecnólogos da Bahia e Sindicato dos Tecnólogos do Paraná. A criação da ANT teve o objetivo de organizar os segmentos da categoria vinculados ao Sistema CONFEA/CREA, em âmbito nacional, buscando estabelecer a interlocução com os poderes legislativo e executivo, instituições públicas e privadas federais, além de incentivar a criação de entidades representativas nos estados da Federação, voltadas para a defesa de uma política de inclusão, reconhecimento integração e valorização dos tecnólogos da Engenharia.

Curso Superior de Tecnologia

O que é Tecnólogo? É o curso?

Curso Superior de Tecnologia também chamado de Graduação Tecnológica, Curso Tecnológico ou popularmente conhecido como “Curso Tecnólogo” (nomenclatura esta errada, haja vista que tecnólogo é o profissional, não o curso, é o curso de nível superior que forma o tecnólogo.

Essa modalidade de graduação possui foco acadêmico específico, ou seja, visa formar especialistas para atender campos específicos do mercado de trabalho.

O que é Tecnólogo? Um profissional de nível técnico?

Desinformados pensam que o curso tecnológico é um curso de nível técnico. Não é. Por lei, o curso tecnológico é curso de nível superior (sempre é bom repetir), apesar de sua curta duração (de 2 a 3 anos, no máximo).

Recomendo a leitura de um dos artigos mais visitados de outro blog meu, o blog O Gestor – Especialista em Tecnologia da Informação, lá tem inclusive um vídeo bastante informativo que esclarece a diferença entre tecnólogos e os chamados “bacharéis”, confira em:

Aproveito também a oportunidade para convidá-lo a ler outro artigo bem interessante e que, por sinal é bastante polêmico:

O Tecnólogo e a carreira acadêmica

O tecnólogo pode tranquilamente seguir sua carreira acadêmica fazendo, portanto, pós-graduação, como: especialização, MBA, mestrado, doutorado e pós-doutorado haja vista que não há nenhuma restrição (leia o artigo do link abaixo).

O Tecnólogo e a regulamentação da profissão

Se arrasta Tramita no Congresso, o Projeto de Lei nº 2.245, de 2007, o qual tem por objetivo regulamentar a profissão de Tecnólogo, nas modalidades relacionadas no Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia do Ministério da Educação – MEC (clique no link abaixo para mais informações).

Em síntese, a proposição determina as atribuições dos Tecnólogos (em seu artigo 2º); a possibilidade do profissional responsabilizar-se, tecnicamente, por pessoa jurídica (artigo 3º); a reserva da denominação de Tecnólogo aos profissionais legalmente habilitados na forma da legislação vigente (artigo 4º); a atribuição dos Conselhos Federais e Regionais de fiscalização do exercício profissional da respectiva área e a atribuição do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE – para efetivar o registro profissional dos Tecnólogos (artigos 5º e 6º, respectivamente)

Em qual Conselho o Tecnólogo deve se registrar?

É através do registro no CRA  (Conselho Regional de Administração) que o Diplomado em Curso Superior de Tecnologia, se habilita legalmente a exercer a profissão de Tecnólogo, conforme previsto nas Resoluções Normativas CFA nºs: 374, de 12/11/2009, 379, de 12/11/2009, 386, de 29/04/2010, 396, de 08/12/2010, 404, de 04/04/2011, 412 de 10/06/2011 e 414 de 20/09/2011.

A atuação profissional do Tecnólogo se limitará especificamente à sua área de formação. Veja no banner abaixo o seu perfil.
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Agora que você já sabe o que é tecnólogo, espero que este artigo tenha sido bastante esclarecedor para você e tenha tirado suas dúvidas, caso contrário, leia outros artigos aqui no blog do Tecnólogo ou deixe sua pergunta nos comentários abaixo.

Fontes:

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Luis Marcos Leite

Tecnólogo em Gestão da Tecnologia da Informação, Servidor Público e Problogger.

Website: https://tecnologo.blog.br

3 Comentários

  1. Pingback: Tecnólogo pode fazer concurso público? Resposta neste post!

  2. Julio Santos

    Olá Luis Marco, primeiramente parabéns pelo blog e conteúdo, acompanho a pouco tempo, mas sempre fico antenado.
    Tenho uma dúvida: me formo esse ano em Analise e Desenvolvimento de Sistemas (tecnólogo) e estou em busca de uma pós. Sempre ouço de amigos e professores que tenho aptidão e algumas vezes dou reforço quando tenho tempo a colegas do curso.
    Minha dúvida é: Posso fazer alguma pós direcionada ao meu curso e posso ministrar aulas em cursos superiores de TI? Ou eu teria que fazer uma pós direcionada a Docência de Ensino Superior?
    Obrigado mais uma vez pelo espaço!

    Att,
    Júlio Santos

    • Julio,

      Se seu objetivo é ser professor de curso de nível superior, o melhor é fazer mestrado e ou doutorado, pois, suas chances são maiores, porém, tem faculdades que aceitam docentes com especialização ou MBA também.

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